- Olá! Meu nome é Ricardo. O que a moça faz sozinha aqui a essa hora da noite? Posso te fazer companhia?
- Creio que não... Eu já estou de saída... Só esperando minha amiga ali... - eu dizia seriamente inclinada a ir embora,
Olho na direção de Paty e ela continua se agarrando com o ficante da vez.
“Ai Céus! Ok, Purple! Você vai conseguir despachar o moço com simpatia apesar dele ser gatinho e você querer muito dar um beijo nele! Mas acho melhor não seguir por essa trilha... ”
Ricardo: - Parece que sua amiga não vai sair daqui tão cedo...
- Creio que sim. Você acha que eu deveria apressar ela?
Ricardo: - Sinceramente? Quanto mais ela demorar, mais eu terei o prazer da sua presença. Então eu quero que ela demore mesmo! Você ainda não me disse seu nome...
- Errr.. É mesmo, né? Meu nome é Purple.
“Parece que ele não vai desistir mesmo...”
Ricardo (fala beijando minha mão): - Bonito nome. Combina com a sua roupa!
“Sem pânico, Purple! Conversa com ele, vai? Se ele te achar insuportável, ele vai embora e pronto! Existe sempre essa opção!”
Eu rio do comentário dele e ele sorri. Por algum motivo eu achei que devesse continuar conversando com ele. Fiquei surpreendida que o assunto rendeu bastante. Paty foi embora e eu continuava conversando com Ricardo como se o conhecesse há anos. A gente caminhou pela noite a fora conversando sobre assuntos variados. Ele prestava atenção em cada palavra que eu dizia, ou pelo menos, parecia prestar atenção. Ele tinha 24 anos, era advogado e trabalhava na firma do pai, mas ele não tinha o ar arrogante como a maioria dos advogados que eu já tinha visto na vida. Adorava tirar fotos e tinha uma fascinação pela natureza como eu também tinha. Eu contei pra ele que iria me formar naquele semestre e que provável que estaria bem atarefada. Ele insistiu pra ver minha identidade porque jurou que eu não tinha a idade que eu disse que tinha. Depois de ele muito insistir, eu emprestei minha identidade a ele.
Ricardo: - Olha! Você estava comemorando seu aniversário... E você nem me deu chance de te dar parabéns! Que mal educada! Eu nem pude te dar seu presente... Mas nunca é tarde pra isso!
Eu: - Presente? Que presente? Eu te conheci hoje, Rick! Como você ia saber que iria me encontrar, que seria meu aniversário e que você teria que comprar presente pra mim? Se você fosse vidente, isso seria algo possível de acontecer, mas não diria que você é porque se você fosse, você já saberia meu nome antes de perguntar! E você não sabia! Há! Ou você quis ser discreto? Não precisa de presente não! Nem atrasado!
Sorrio.
“O que foi isso, Purple? Você acabou de chamá-lo pelo apelido e você nem o conhece direito!!! Censura off ao cubo parte 3 a missão! Aiiin...”
Ricardo começa a me encarar e eu fico meio que sem reação perante a situação.
“Que diabos ele pensa que vai fazer? Eu vou deixar? Será que devo?”
Ele pega com sua mão gentilmente no meu rosto e me beija intensamente. Por segundos eu esqueci se devia ou não e me permiti aquele momento.
4 comentários:
"Censura off ao cubo parte 3 a missão!!! Aiiin"
hehehhehehe
Narrativas sem rodeios com pitadas de misterio..!
Por que será que eu acho que os dialogos internos e externos são tão parecidos com os seus?!Por que será...rissss.......
Concordo! A Purple é vc!! hahahahaha
Eu diria que eu tenho algo dela!!! Talvez se eu não fosse tão tímida, eu seria ela!!! A Purple seria meu eu desinibido!!! Nessa situação, eu já tinha fugido do Ricardo há datas ou não tinha parado de rir!!! Falar mesmo, acho que algumas poucas interjeições no máximo!!!! Hihihi!!!
Ela é seu alter ego!!
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